Segunda, 21 de Junho de 2021
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Brasília ENTREVISTA

DEPUTADO DISTRITAL CLAUDIO ABRANTES (PDT): “E não vamos parar!”

Com uma atuação diversificada, que vai do apoio ao motociclista à luta pelos concursados, o deputado distrital Claudio Abrantes abre o jogo em relação ao trabalho que vem desenvolvendo na Câmara Legislativa. Paraibano, o parlamentar veio para Brasília ainda criança, na década de 1970, e aqui construiu sua vida. Abaixo, o deputado fala de diversos assuntos, como segurança, concursos, saúde, mobilidade e outros.

08/06/2021 23h10 Atualizada há 2 semanas
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Por: Redação Fonte: Da Assessoria de Imprensa
Foto: Assessoria
Foto: Assessoria

Com uma atuação diversifi cada, que vai do apoio ao motociclista à luta pelos concursados, o deputado distrital Claudio Abrantes abre o jogo em relação ao trabalho que vem desenvolvendo na Câmara Legislativa. Paraibano, o parlamentar veio para Brasília ainda criança, na década de 1970, e aqui construiu sua vida. Abaixo, o deputado fala de diversos assuntos, como segurança, concursos, saúde, mobilidade e outros.

Da Redação / Toda Hora

TODA HORA - O senhor tem um trabalho intenso pela convocação de concursados nas diversas áreas. Que ganhos o senhor acha que isso traz ao DF?

Claudio Abrantes – Toda a minha história de vida passa pelo serviço público. Fui secretário escolar, sou policial civil de carreira e por pouco também fui aprovado pelo BRB. Então, conheço o trabalho desenvolvido na esfera do serviço público, sei o quanto é importante para o cidadão, uma vez que estamos falando de profissionais que assumem uma carreira, passam a trabalhar na construção da memória dos órgãos, além de estarem devidamente preparados para os papéis que passam a assumir. Da parte dos aprovados, estamos falando de valorização, de reconhecimento a meses, às vezes anos, de estudo e sonhos por aquela colocação. Não é uma tarefa fácil, eventualmente esbarramos em dificuldades, existem os limites fiscais, orçamentários, mas vamos esticar essa corda o máximo que pudermos.

TODA HORA - Então o senhor não se limita a batalhar pela inclusão apenas na Polícia Civil?

Claudio Abrantes – Toda a minha história de A Polícia Civil é minha casa, meu lar, meu órgão de origem. Lutamos muito pela inclusão de novos policiais civis, como foi o caso dos delegados, médicos-legistas,papiloscopistas, peritos criminais. Mas não paramos por aí, de jeito nenhum. Ainda nas forças de segurança, conseguimos puxar o pessoal da 24ª turma da Polícia Militar do Distrito Federal, estamos trabalhando pelo CFP, pelo CFO. No dia 1 de junho, por exemplo, o Congresso Nacional derrubou veto do presidente ao orçamento que barrava a chegada de mais de mil PMs e bombeiros ao DF, e isso foi uma grande vitória para a sociedade, temos lutado muito por isso. O mesmo ocorre com os bombeiros. Mas, para além das forças de segurança, nossa luta está presente em todas as pastas, como Educação, Saúde. Nas últimas semanas, por exemplo, foram chamados 437 profissionais da educação, uma vitória que nos deixa muito felizes, pois trabalhamos intensamente por essas convocações. Foram muitos os pedidos ao governador Ibaneis Rocha, reuniões com a Secretaria de Economia, com a Secretaria de Educação, mas a recompensa chegou. Hoje, infelizmente, em função da pandemia, apenas os casos de vacâncias podem ser preenchidos. Com o BRB foi a mesma coisa, muito trabalho, mas valeu, pois as nomeações estão acontecendo.

"A Polícia Civil é minha casa, meu lar, meu órgão de origem. Lutamos muito pela inclusão de novos policiais civis, como foi o caso dos delegados, médicoslegistas, papiloscopistas, peritos criminais. Mas não paramos por aí, de jeito nenhum.

CLAUDIO ABRANTES DEPUTADO DISTRITAL (PDT)

TODA HORA - Ainda no campo da segurança, a Câmara Legislativa aprovou há poucos dias uma lei de autoria do senhor que estabelece que presos paguem pela tornozeleira eletrônica?

Claudio Abrantes – Sim, agradeço aos meus pares por entenderem nossa ideia, que é bem simples. Você acha justo que a conta de um equipamento, que não é barato e vem em função de um benefício, seja dividida por toda a sociedade? Pois é isso o que vem acontecendo. Então, a ideia é que os presos que venham a utilizar a tornozeleira arquem com os seus custos. Claro, isso para aqueles que puderem pagar por ela. Aqueles que comprovadamente não puderem pagar pela utilização do dispositivo serão isentos dessa conta. Esse projeto já foi aprovado na Câmara nos dois turnos e agora segue para a sanção do governador Ibaneis Rocha.

TODA HORA - O senhor está na presidência da Comissão de Assuntos Fundiários. O que isso significa para um parlamentar? O que podemos esperar dessa fase?

Claudio Abrantes – Falar de terra não é nada simples em lugar nenhum do País. Especialmente no DF, dada a própria história da constituição do Distrito Federal, e ainda tem outras questões como o tombamento, o respeito ao meio ambiente. Mas chegou a hora de encarar os desafios, não dá mais para prorrogar certas ações. É necessário dar um basta na irregularidade, pois só assim o braço do Estado chegará a locais que hoje correm à sorte do tempo. É necessário modernizar o Distrito Federal. Claro que tudo isso mediante estudos, mediante um pacto com a sociedade, envolvendo as partes, com discussão e respeito entre todos. Para frear o crescimento desordenado, que acaba exigindo demais do Estado, uma saída que vejo, por exemplo, é a verticalização. Claro, sempre com muita responsabilidade e equilíbrio. Mas o fato é que a ampliação desmedida da mancha urbana traz sérios problemas, como, por exemplo, um atendimento deficitário pelos serviços públicos. Então, não dá mais para adiar. 

TODA HORA - Agora, seguindo no tema das comissões, o senhor presidiu a CPI do feminicídio. Não era de se esperar que uma mulher tivesse sido a presidente? Qual o legado da CPI?

Claudio Abrantes – É curioso, ouço sempre isso. E, de nossa parte, não teria problema nenhum que um dos meus colegas, homem ou mulher, fosse presidente. Mas, da forma como] ficou, foi dado um recado que acho que a sociedade deve se atentar: o feminicídio não é um problema só das mulheres, mas de toda a sociedade. Todos nós nos sujamos de sangue sempre que uma mulher é morta. Esse é um crime cruel, desumano, que muitas vezes começa antes das ameaças. Qualquer nível de machismo é danoso, e por vezes é invisível, um mal muito grande à sociedade. Nós nos deparamos, por exemplo, com histórias de mulheres que eram abusadas e nem se davam conta disso. Como legado, fica retrato bem cru do momento que o DF vive em relação à segurança da mulher e uma série de cerca de 70 recomendações que são feitas ao poder público e à sociedade. Registro meus parabéns a todos os que trabalham pela vida da mulher, pois, sim, encontramos muita luta nesse sentido.

TODA HORA - E sobre a UTI do Hospital de Planaltina? Como anda?

Claudio Abrantes – A saúde do DF esteve abandonada por anos, sem qualquer exagero. E mais, todas as nossas lutas eram embarreiradas no Executivo. Mas, a partir de quando o governador Ibaneis Rocha tomou posse, e nós tivemos a honra de estar na Liderança do Governo, de conhecer por dentro, começou uma verdadeira maratona para que a nossa saúde pública fosse reconstruída. Hoje, aquele quadro de abandono já não existe mais. Ainda há muito a ser feito, o que é agravado pela pandemia, e esse cronograma de ações agora bate às portas do Hospital de Planaltina. Olha, construir uma UTI é um investimento altíssimo, e não é da noite para o dia. Você veja, por exemplo, que é necessário que o centro de saúde tenha uma subestação elétrica parruda, é necessário que tenha uma Radiologia eficaz, que tenha laboratório para dar suporte. É esse o começo, e a licitação para essa parte elétrica já foi consolidada. Estamos incansáveis, e não é exagero dizer que eu não tenho um dia sequer de descanso sobre esse tema. Estamos lutando, e temos fé no trabalho. Esse sonho vai ser tornar realidade. E, como costumo dizer, não vamos parar. 

TODA HORA - Além da futura UTI, a saúde de Planaltina teve outros avanços?

Claudio Abrantes – Sim, vários! Por exemplo a UBS 20, entregue em 2019, e a UBS do Vale do Amanhecer, que está em construção. E tenho que dizer que ambas foram construídas com emendas única e exclusivamente minhas. Tem também a UPA, em frente à Estância, sendo construída.

TODA HORA - A cidade também teve ganhos em mobilidade?

Claudio Abrantes – Não só Planaltina, mas também Sobradinho, Sobradinho II, Condomínios. Toda a Saída Norte foi completamente reestruturada, agora com a inauguração do Complexo Governador Joaquim Roriz. E tem mais pela frente, uma vez que algumas lutas nossas, a terceira faixa da BR-020 e o novo viaduto de Sobradinho, já foram confirmadas pelo governador Ibaneis, juntamente com a ciclovia. E também estão sendo promovidas, desde já, outras melhoras. Destaco aí a nova entrada de Planaltina, novos retornos na BR.

TODA HORA - O senhor participou da abertura da nova fase do programa Banco de Alimentos. Qual a importância desse programa para o DF?

Claudio Abrantes – Não só da abertura. Trabalhamos há tempos pelo Banco de Alimentos, temos sólidas parcerias com a Ceasa, com a Seagri com a Emater, responsáveis pelo programa. Na atual fase, o Banco de Alimentos distribuirá cerca de 4 mil Cestas Verdes por semana para entidades que auxiliam pessoas em vulnerabilidade alimentar e nutricional, com uma meta de atender 50 entidades ao longo das semanas, alcançando mais de 2,5 mil pessoas a cada etapa. E um detalhe importante é que esse volume de cestas verdes foi adquirido pelo Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF). Então, estamos falando de segurança alimentar para pessoas de baixa renda e de valorizar o produtor local. Todos ganham.

 

 

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